eu sabia que o dia hoje não ia correr nada de jeito! querem saber porquê? porque acordei com os pés fora da cama... sim, isso é um sinal. sinal de que não devia mesmo ter saído da cama. devia ter ficado ali, a rebolar ligeiramente, de um lado para o outro, bem enroscadinha... sim, devia ter ouvido o sinal logo de manhã... mas, é verdade!, o trabalho chama... porquê?? porquê?? às vezes o trabalho só serve mesmo é para empatar as coisas, é o que é!!
mas pronto... por uma ou outra razão que não vale aqui expor, tive de sair da cama e, por consequência, e depois de algum tempo a lutar contra a preguiça, de casa, e... ir trabalhar. sim, que isto de querer ter coisas materiais, livros, cd's, roupas giras e tudo o mais, implica que se faça qualquer coisa... e, claro, que essa qualquer coisa nos dê um salário jeitosinho no final do mês, de preferência com certezas do dia em que se recebe, que se recebe... pô! a vida de trabalhador está a ficar cada vez mais difícil...
sim, eu sabia que o dia de hoje não ia correr nada de jeito... e eu ainda tentei dar-lhe um jeitinho, fazer-me à vida, à onda, o que quer que seja... mas nada feito! parece que há coisas a que não se pode dar jeito... as minhas mãos até iam rápido, mas os miolos, esses, preguiçosos!
ps - ah! esqueci-me... será que alguém me podia trazer uma água com gás?? é que só me faltava mais esta...!
o meu pequeno mundo... onde tudo acaba e começa e onde as palavras podem ser ditas...
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
'a kind of magic'
foi um dia sem fim, o de hoje. alongou-se, esticou-se, estendeu a minha paciência até ao limite e agora estou a vê-lo escoar-se no passar do relógio (as maravilhas das novas tecnologias do novo windows vista - desculpem-me a publicidade - fazem-me manter um relógio todo catita ali no canto superior direito do ecran. não olho para ele... tento não olhar. está-me sempre a dizer que os minutos já passaram, que as horas já passaram, que o tempo já passou...). foi um dia sem fim, ai foi sim. por isso é que agora, que finalmente parece que vai ter fim, eu precisava que ele esperasse mais uns minutinhos. é por isso mesmo que estou aqui... tenho muita coisa para fazer! e quanto mais se tem para fazer, menos se faz e menos se quer fazer! (acho que isto é um ditado popular, não?)
bem... mas onde é que íamos mesmo? ah! no dia grande que foi o de hoje! começou cedinho, como sempre começam agora as segundas. o som do despertador embrulhado com os sonhos, um 'que raio de som é este?' a vir à minha frente e, finalmente o 'ah!' da lembrança. sim, que isto de manhã vai tudo por fases e tudo seguidinho, sem alterações ou ultrapassagens. pode ser irritante, mas só consigo funcionar assim... agora, que dantes era ver-me sair da cama que nem uma seta e tudo o mais. agora parece que já sinto o peso das noitadas, do cansaço... é o peso da vida! infelizmente se tudo tivesse ficado apenas perdido naquele som confundível do telemóvel a chamar-me para o mundo dos vivos e a dizer-me 'tens de ir trabalhar! tens de ir trabalhar!', tudo teria corrido bem... o problema é que o dia estava apenas a começar...
não saí muito tarde de casa. eram sete e vinte. o sol ainda estava lentamente a subir ao seu trono e a iluminar o mundo e todas as pessoas. se há coisa que eu goste nestas segundas feiras de regresso ao trabalho é o facto de o dia começar com um passeio - ainda que de carro - ao pé do mar... se ao menos conseguisse recordar todas as imagens.... a ponte 25 de abril desaparecida e perdida entre o nevoeiro, ou transportada para ua verdadeira fotografia, quando o sol desperta por trás... é melhor coisa da minha segunda, esta pequena viagem. inspiro, respiro. sinto o cheiro do mar entrar-me pelas narinas e encher-me de uma sensação de estranheza e de conforto. sim, às vezes acho que só o mar é que me consola e conforta. embala e descontrai... e aqui, onde eu trabalho... cadê o mar?? acho que fugiu!!!
bem... lá voltámos outra vez a enveredar por outros caminhos... voltemos então ao dia. pois, mar, passeio, travessia, a2 e pronto! sim, a verdade é que eu fui efectivamente estúpida (as coisas são para ser chamadas pelos nomes, sim senhora!). sabia do acidente, sabia do trânsito, mas ainda assim... decidi arriscar por ali. pois, pois... diz-se que quem não arrisca não petisca. pois eu petisquei! quase duas horas de carro desligado, com a antena3 ligada a ouvir a converseta dos pontos negros sobre o seu cd que chega hoje às lojas (e que, por acaso deve ser fabuloso!! 'magnifício material inútil'... porque não?), a tentar perceber qual a asneira que tinha feito naquele princípio de semana... sim, porque dizem sempre que as asneiras que cometermos regressarão contra nós... seria o facto de não ter trabalhado o suficiente no fim-de-semana e de não ter feito tudo aquilo que pretendia??? pois... mas para isso está lá a consciência! e olha que essa é mesmo pior que um grilo!! fala de manhã, â tarde, à noite... está lá sempre e não me deixa um minuto em paz! às vezes acho que só precisava mesmo de um minutinho...
bem... mas onde é que eu ia? ah! nas duas horas à espera. obviamente que decidi que, já que teria que esperar, que pelo menos fosse aproveitando o tempo... pus-me a trabalhar, é claro! ler umas folhinhas, coisa pouca, que isto de trabalhar no trânsito também não dá com nada...!! depois, finalmente, lá foi aberta novamente a a2 e lá podemos nós continuar a nossa saga diária... disseram, pela rádio, que existia um acidente... mas foi com grande descontentamento que me desloquei pela área e não encontrei nem um vestígio que pudesse aguçar a minha curiosidade e para eu poder fazer as minhas contas matemáticas... ai! este aqui vai gastar à vontade uns €5000,00. sim, nós, condutores, somos do melhor a elaborar orçamentos de pintura e bate-chapas... e privarem-nos isso... estragou totalmente o meu dia! duas horas paradas, para quê??? para nada. fica inclusivamente a questão... será que houve mesmo um acidente??
bem... com acidente ou sem acidente, certo é que, a minha viagem, que era suposto demorar aproximadamente duas horas, demorou cerca de quatro, fazendo milagres à minha boa disposição e humor... o que umas horinhas enfiada no trânsito não fazem!! claro que ainda tive de parar na estação de serviço de alcácer do sal... (maldita bexiga!)
o resto da viagem, graças a Deus!, até que não correu nada mal... poderia ter sido melhor se os condutores portugueses não insistissem em seguir na faixa da esquerda em vez de circularem pela direita, que está completamente vazia. será que sofrem de claustrofobia à faixa da direita?? mas... realmente, o resto da viagem... é sempre o mesmo caminho, não... a saída curva da auto-estrada - porque será que as fazem sempre assim? - a mesma pergunta que me faço sempre que chego à saída - será que ainda não perceberam que esta estrada vai dar a uma cidade grande? acho que não fazem uma auto-estrada até Beja simplesmente porque não querem... sim, que trânsito não falta... malditos camiões!
mas como eu dizia, o caminho começa sempre assim... a curva, recta, chegada a santa margarida do sado. passar o rio, por uma ponte apertada e depois os 50 kms estipulados pelos sinais luminosos (e, claro, pela legislação!). passar pela população, ficar toda a gente que está na rua a olhar para o meu carro (qualquer dia começam-me a dizer adeus, de tantas vezes que passo por lá), depois vemo túnel da folhagem, como eu gosto de chamar, alguns quilómetros atrás do camião que não dá jeito nenhum e me faz entrar ligeiramente na faixa em sentido contrário só para eu ver se vem carro ou se posso fazer uma ultrapassagem em segurança. depois aparece figueira de cavaleiros, novamente os sinais - aqui é que já consigo passar despercebida... é menos gente na rua, a olhar para o dia de amanhã ou para o de ontem... que eu acho que eles não pensam ou sonham com o dia do futuro...
e, por fim! o meu cilo vê-se lá ao longe. sim, o meu cilo...
mas o dia ainda só estava a começar... um trabalho com prazo que terminava mesmo hoje... e que decidi à última hora que ia fazer. trabalho para amanhã que eu não estava à espera e que me disseram à duas horas que eu iria assegurar (será que já foi muito?), os pêsames que quase me foram ditos por via telefónica... (será que é vingança?) bem... verdadeiramente um dia em cheio! deve-lhe faltar qualquer coisa... ah! que eu me deite por esta altura... toma! vou ter que enganá-lo mais um bocado... sim, que há coisas que não escolhem dia nem hora... e para mim os telefonemas surpresa também não escolhem dia! será mesmo como diz o nuno markl??? tudo são coisas que acontecem?? às vezes acho que sim... outras, acho que são coisas que fazem com que nos aconteçam a nós. há uma diferença! não sei qual... mas existe!
bem... mas onde é que íamos mesmo? ah! no dia grande que foi o de hoje! começou cedinho, como sempre começam agora as segundas. o som do despertador embrulhado com os sonhos, um 'que raio de som é este?' a vir à minha frente e, finalmente o 'ah!' da lembrança. sim, que isto de manhã vai tudo por fases e tudo seguidinho, sem alterações ou ultrapassagens. pode ser irritante, mas só consigo funcionar assim... agora, que dantes era ver-me sair da cama que nem uma seta e tudo o mais. agora parece que já sinto o peso das noitadas, do cansaço... é o peso da vida! infelizmente se tudo tivesse ficado apenas perdido naquele som confundível do telemóvel a chamar-me para o mundo dos vivos e a dizer-me 'tens de ir trabalhar! tens de ir trabalhar!', tudo teria corrido bem... o problema é que o dia estava apenas a começar...
não saí muito tarde de casa. eram sete e vinte. o sol ainda estava lentamente a subir ao seu trono e a iluminar o mundo e todas as pessoas. se há coisa que eu goste nestas segundas feiras de regresso ao trabalho é o facto de o dia começar com um passeio - ainda que de carro - ao pé do mar... se ao menos conseguisse recordar todas as imagens.... a ponte 25 de abril desaparecida e perdida entre o nevoeiro, ou transportada para ua verdadeira fotografia, quando o sol desperta por trás... é melhor coisa da minha segunda, esta pequena viagem. inspiro, respiro. sinto o cheiro do mar entrar-me pelas narinas e encher-me de uma sensação de estranheza e de conforto. sim, às vezes acho que só o mar é que me consola e conforta. embala e descontrai... e aqui, onde eu trabalho... cadê o mar?? acho que fugiu!!!
bem... lá voltámos outra vez a enveredar por outros caminhos... voltemos então ao dia. pois, mar, passeio, travessia, a2 e pronto! sim, a verdade é que eu fui efectivamente estúpida (as coisas são para ser chamadas pelos nomes, sim senhora!). sabia do acidente, sabia do trânsito, mas ainda assim... decidi arriscar por ali. pois, pois... diz-se que quem não arrisca não petisca. pois eu petisquei! quase duas horas de carro desligado, com a antena3 ligada a ouvir a converseta dos pontos negros sobre o seu cd que chega hoje às lojas (e que, por acaso deve ser fabuloso!! 'magnifício material inútil'... porque não?), a tentar perceber qual a asneira que tinha feito naquele princípio de semana... sim, porque dizem sempre que as asneiras que cometermos regressarão contra nós... seria o facto de não ter trabalhado o suficiente no fim-de-semana e de não ter feito tudo aquilo que pretendia??? pois... mas para isso está lá a consciência! e olha que essa é mesmo pior que um grilo!! fala de manhã, â tarde, à noite... está lá sempre e não me deixa um minuto em paz! às vezes acho que só precisava mesmo de um minutinho...
bem... mas onde é que eu ia? ah! nas duas horas à espera. obviamente que decidi que, já que teria que esperar, que pelo menos fosse aproveitando o tempo... pus-me a trabalhar, é claro! ler umas folhinhas, coisa pouca, que isto de trabalhar no trânsito também não dá com nada...!! depois, finalmente, lá foi aberta novamente a a2 e lá podemos nós continuar a nossa saga diária... disseram, pela rádio, que existia um acidente... mas foi com grande descontentamento que me desloquei pela área e não encontrei nem um vestígio que pudesse aguçar a minha curiosidade e para eu poder fazer as minhas contas matemáticas... ai! este aqui vai gastar à vontade uns €5000,00. sim, nós, condutores, somos do melhor a elaborar orçamentos de pintura e bate-chapas... e privarem-nos isso... estragou totalmente o meu dia! duas horas paradas, para quê??? para nada. fica inclusivamente a questão... será que houve mesmo um acidente??
bem... com acidente ou sem acidente, certo é que, a minha viagem, que era suposto demorar aproximadamente duas horas, demorou cerca de quatro, fazendo milagres à minha boa disposição e humor... o que umas horinhas enfiada no trânsito não fazem!! claro que ainda tive de parar na estação de serviço de alcácer do sal... (maldita bexiga!)
o resto da viagem, graças a Deus!, até que não correu nada mal... poderia ter sido melhor se os condutores portugueses não insistissem em seguir na faixa da esquerda em vez de circularem pela direita, que está completamente vazia. será que sofrem de claustrofobia à faixa da direita?? mas... realmente, o resto da viagem... é sempre o mesmo caminho, não... a saída curva da auto-estrada - porque será que as fazem sempre assim? - a mesma pergunta que me faço sempre que chego à saída - será que ainda não perceberam que esta estrada vai dar a uma cidade grande? acho que não fazem uma auto-estrada até Beja simplesmente porque não querem... sim, que trânsito não falta... malditos camiões!
mas como eu dizia, o caminho começa sempre assim... a curva, recta, chegada a santa margarida do sado. passar o rio, por uma ponte apertada e depois os 50 kms estipulados pelos sinais luminosos (e, claro, pela legislação!). passar pela população, ficar toda a gente que está na rua a olhar para o meu carro (qualquer dia começam-me a dizer adeus, de tantas vezes que passo por lá), depois vemo túnel da folhagem, como eu gosto de chamar, alguns quilómetros atrás do camião que não dá jeito nenhum e me faz entrar ligeiramente na faixa em sentido contrário só para eu ver se vem carro ou se posso fazer uma ultrapassagem em segurança. depois aparece figueira de cavaleiros, novamente os sinais - aqui é que já consigo passar despercebida... é menos gente na rua, a olhar para o dia de amanhã ou para o de ontem... que eu acho que eles não pensam ou sonham com o dia do futuro...
e, por fim! o meu cilo vê-se lá ao longe. sim, o meu cilo...
mas o dia ainda só estava a começar... um trabalho com prazo que terminava mesmo hoje... e que decidi à última hora que ia fazer. trabalho para amanhã que eu não estava à espera e que me disseram à duas horas que eu iria assegurar (será que já foi muito?), os pêsames que quase me foram ditos por via telefónica... (será que é vingança?) bem... verdadeiramente um dia em cheio! deve-lhe faltar qualquer coisa... ah! que eu me deite por esta altura... toma! vou ter que enganá-lo mais um bocado... sim, que há coisas que não escolhem dia nem hora... e para mim os telefonemas surpresa também não escolhem dia! será mesmo como diz o nuno markl??? tudo são coisas que acontecem?? às vezes acho que sim... outras, acho que são coisas que fazem com que nos aconteçam a nós. há uma diferença! não sei qual... mas existe!
domingo, 5 de outubro de 2008
'brimful of asha'
há quanto tempo não vinha aqui? nem sei. há muito tempo. a verdade é que ando sempre a adiar. amanhã, amanhã, amanhã. e o amanhã nunca mais vem. é um amanhã que passa a esquecido, a encolher de ombros e depois a recordação a que a pessoa não volta. às vezes é mesmo assim. às vezes as coisas são mesmo assim.
e hoje, apesar de tudo, apesar do trabalho acumulado, de saber que não vou conseguir fazer tudo, que vou levar coisas por fazer, apesar de tudo... parece que de repente muita coisa faz sentido ou não faz sentido nenhum... (pô! e porque é que de repente uma lágrima me cai? não, não é um lixo, não é nada... é apenas uma tristeza misturada com cansaço... parece que tudo decidiu acontecer ao mesmo tempo...)
há quanto tempo não vinha aqui? há demasiado tempo... não posso deixar este meu pequeno mundo aqui sozinho... prometo que vou vir aqui mais. que vou cuidar mais deste meu pequeno jardim que eu criei para dizer as palavras que me queimam os dedos e me abordam o cérebro. sim, vou voltar aqui. quando tiver muito que fazer... quando o trabalho for de tal maneira que só me reste mesmo vir aqui para dizer tudo e não dizer nada... sim, porque é sempre que eu faço, não? dizer muita coisa para acabar a dizer simplesmente... nada!
e hoje, apesar de tudo, apesar do trabalho acumulado, de saber que não vou conseguir fazer tudo, que vou levar coisas por fazer, apesar de tudo... parece que de repente muita coisa faz sentido ou não faz sentido nenhum... (pô! e porque é que de repente uma lágrima me cai? não, não é um lixo, não é nada... é apenas uma tristeza misturada com cansaço... parece que tudo decidiu acontecer ao mesmo tempo...)
há quanto tempo não vinha aqui? há demasiado tempo... não posso deixar este meu pequeno mundo aqui sozinho... prometo que vou vir aqui mais. que vou cuidar mais deste meu pequeno jardim que eu criei para dizer as palavras que me queimam os dedos e me abordam o cérebro. sim, vou voltar aqui. quando tiver muito que fazer... quando o trabalho for de tal maneira que só me reste mesmo vir aqui para dizer tudo e não dizer nada... sim, porque é sempre que eu faço, não? dizer muita coisa para acabar a dizer simplesmente... nada!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
'disco lies'
ponho os óculos de sol. para encobrir, esconder o olhar. para me esconder do mundo. para esconder o mundo de mim. estou de férias, mas não consigo separar-me desta sensação de tristeza... desta sensação de saudade... ponho os óculos de sol para me resguardar.vim para aqui de férias... acabei mais perto. mais longe. acabei mais estranha. acabei mais silenciosa. mais reservada. quero rir-me. quero dar uma gargalhada maior do que o mundo. mas acabo aqui, sentada em frente do ecran a teclar furiosamente. venho até aqui para me acalmar. para pôr as coisas no seu devido lugar... para me lembrar e para me esquecer. venho até aqui... mas até isto me custa. tudo me custa. só consigo aguentar o silêncio... e um outro som... mas esse ainda não chegou... e eu continuo à espera...
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
'it's the end of the world as we know it (and i feel fine)'
dou um passo em frente. um qualquer passo em frente. de certa forma vai ser sempre um passo em frente. um qualquer passo em frente, em direcção ao destino. ou a nenhum destino. nem sei. a verdade é que dei esse passo em frente. fui 'obrigada' a dar esse passo em frente. impelida pelo meu desejo inconsciente e subconsciente. na verdade, não podia ser de outra forma. há coisas que são assim. têm de ser assim e apenas isso. não há cá complicações, nem desejos meio que desperdiçados, nem o que quer que seja. no meu caso, tinha de ser. simplesmente porque tinha mesmo... talvez um qualquer cansaço se tivesse apoderado de mim sem que eu desse conta que ele existia... no fundo, eu sabia que tinha de ser assim... agora tinha de ser assim... sim, porque há coisas a que não podemos manter-nos eternamente ligadas... e eu não podia ficar eternamente em Setúbal. não era o que eu tinha traçado para o meu futuro... e eu já estou em falta com o meu futuro... ou será o meu futuro que está em falta para comigo? nem sei... às vezes acho que todos estamos em falta e nenhum sabe muito bem em que ponto ou relativamente ao quê... e depois andamos todos assim, a atirar a culpa para cima uns dos outros porque, como já dizia o ditado, a culpa morreu solteira porque ninguém a quis... e será que haveria alguém que a quereria?
dou um passo em frente... sei que é meio torto... vou sozinha. tu estás por aí, eu sei. mas falta... diria que 'falta um bocadinho assim', mas esse bocadinho é inantingível... e por mais que eu estique o braço, a mão, o corpo todo... não vou conseguir alcançar-te... e eu queria alcançar-te... é por isso que eu digo que é o fim do mundo... é o fim do mundo como nós o conhecemos... e será o fim do mundo como eu o conheço? ou apenas e tão só um novo princípio? nem sei muito bem o que isto é, o que podia ser, o que virá a ser...
vou dar mais um passo... ou não. encolho os ombros. ou não. faço o que me apetece. ou o que a minha alma pede que faça. ou não. vai tudo depender de amanhã. e amanhã o sol vai brilhar... sim, o sol vai brilhar... apesar de tudo, o sol vai brilhar... e que mais importa? (...)
dou um passo em frente... sei que é meio torto... vou sozinha. tu estás por aí, eu sei. mas falta... diria que 'falta um bocadinho assim', mas esse bocadinho é inantingível... e por mais que eu estique o braço, a mão, o corpo todo... não vou conseguir alcançar-te... e eu queria alcançar-te... é por isso que eu digo que é o fim do mundo... é o fim do mundo como nós o conhecemos... e será o fim do mundo como eu o conheço? ou apenas e tão só um novo princípio? nem sei muito bem o que isto é, o que podia ser, o que virá a ser...
vou dar mais um passo... ou não. encolho os ombros. ou não. faço o que me apetece. ou o que a minha alma pede que faça. ou não. vai tudo depender de amanhã. e amanhã o sol vai brilhar... sim, o sol vai brilhar... apesar de tudo, o sol vai brilhar... e que mais importa? (...)
sexta-feira, 25 de julho de 2008
'standing in the way of control'
talvez seja demasiado tarde para fazer um balanço... os balanços são para ser feitos nas alturas certas, perto dessas alturas e não passado uns tempos, quando todas as pessoas já nem sequer se lembram. a verdade é que não sou uma pessoa como as outras. tão simples e claro quanto isto. e, porque não sou é que me atrevo a fazer este balanço agora. de forma despropositada. como despropositados são sempre os balanços.
dou uns passos atrás. melhor, recuo. optimus alive 2008. um cartaz excepcional, não é mesmo. Bob Dylan, Neil Young, Ben Harper... mas às vezes, nestas alturas, os grandes... bem, que dizer? obviamente que não se podia dizer não compro bilhete, não vou. pensei que poderia ser uma oportunidade única. como que contradizendo o famoso ditado a vida são só três dias e o carnaval são dois. bem, o optimus alive são três pelo que, assim, ficam totalmente preenchidos os dias da vida (hehehehehehe).
mas então, lá fui eu... diga-se que a vida já não é a mesma, a idade já não perdoa e a pessoa cansa-se com mais facilidade. é a velhice a alcançar-nos ou nós a tentarmo-nos esconder dela. a verdade é que perdemos a paciênca muito mais facilmente, irritamo-nos mais facilmente e o mundo tem de, necessariamente, andar ao nosso ritmo, sob pena de termos o caldo entornado.
foi uma experiência e tanto. nenhum dos grandes nomes me encheu o olho (quer dizer, excepto Neil Young sobre o qual nada posso referir uma vez que não assisti a nenhuns minutinhos do mesmo). foram mais os pequeninos. uns the national que deram um cheirinho no abrir das hostes do festival, no que a mim diz respeito. uma dj peaches que totalmente me supreendeu e me fez dançar imparavelmente; uns the hives com perda de identidade; uns jonh butler trio que foram os maiores na noite de um Bob Dylan que não sabe dar concerto em festivais; um Donavon razoável; uma Róisïn Murphy imparável; uns Gossip devastadores e um Ben Harper ganzado.
a verdade é que este ano o festival melhorou. mais espaço, melhores instalações. às vezes a festa vai para além da música. aqui houve momentos em que a música ficou longe, a tentar segurar-se a ela mesma. mas outras houve em que a música encheu o espaço, o palco e envolveu-nos. nós estamos para nos divertir, é só isso.
dou uns passos atrás. melhor, recuo. optimus alive 2008. um cartaz excepcional, não é mesmo. Bob Dylan, Neil Young, Ben Harper... mas às vezes, nestas alturas, os grandes... bem, que dizer? obviamente que não se podia dizer não compro bilhete, não vou. pensei que poderia ser uma oportunidade única. como que contradizendo o famoso ditado a vida são só três dias e o carnaval são dois. bem, o optimus alive são três pelo que, assim, ficam totalmente preenchidos os dias da vida (hehehehehehe).
mas então, lá fui eu... diga-se que a vida já não é a mesma, a idade já não perdoa e a pessoa cansa-se com mais facilidade. é a velhice a alcançar-nos ou nós a tentarmo-nos esconder dela. a verdade é que perdemos a paciênca muito mais facilmente, irritamo-nos mais facilmente e o mundo tem de, necessariamente, andar ao nosso ritmo, sob pena de termos o caldo entornado.
foi uma experiência e tanto. nenhum dos grandes nomes me encheu o olho (quer dizer, excepto Neil Young sobre o qual nada posso referir uma vez que não assisti a nenhuns minutinhos do mesmo). foram mais os pequeninos. uns the national que deram um cheirinho no abrir das hostes do festival, no que a mim diz respeito. uma dj peaches que totalmente me supreendeu e me fez dançar imparavelmente; uns the hives com perda de identidade; uns jonh butler trio que foram os maiores na noite de um Bob Dylan que não sabe dar concerto em festivais; um Donavon razoável; uma Róisïn Murphy imparável; uns Gossip devastadores e um Ben Harper ganzado.
a verdade é que este ano o festival melhorou. mais espaço, melhores instalações. às vezes a festa vai para além da música. aqui houve momentos em que a música ficou longe, a tentar segurar-se a ela mesma. mas outras houve em que a música encheu o espaço, o palco e envolveu-nos. nós estamos para nos divertir, é só isso.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
'na cadência do samba'
são duas da manhã. vou embalada no samba. parece que a semana não terminou e eu ainda estou na praia, a sentir a areia perder-se no meio dos dedos dos meus pés, a água a refrescar-me as mãos e a brisa suave do vento que de repente aparece, a soprar-me nos ouvidos. são duas da manhã mas ainda estou a viver no dia de ontem, no fim-de-semana de alguns dias atrás... ainda estou em pé, a dançar o samba, com as labaredas da fogueira feita à pressa a saltarem para todo o lado... ainda estou a sentir o efeito das risadas contínuas, dos gritos...
a verdade é que, só quem vive isto, só quem vê isto é que entende... quem não vê, quem não vive, quem não entra no espírito... nicles, népias, nada. não percebe o entusiasmo e torce o nariz às explicações... sim, sou fã! do espírito, do jogo, de tudo... a verdade é que ali só há lugar para sorrisos, para festas, para brincadeiras, para novas caras... ali só há lugar para companheirismo, palavras ditas nas mais variadas línguas e abraços de despedida... até ao próximo torneiro...
e de repente, volto ali. ao acampamento, a ouvir a canção... o som da guitarra, as palavras murmuradas e sinto que, sem dar por isso, esboço um sorriso... há coisas que a vida não nos consegue tirar... e isso só podem mesmo ser os bons momentos!!!
a verdade é que, só quem vive isto, só quem vê isto é que entende... quem não vê, quem não vive, quem não entra no espírito... nicles, népias, nada. não percebe o entusiasmo e torce o nariz às explicações... sim, sou fã! do espírito, do jogo, de tudo... a verdade é que ali só há lugar para sorrisos, para festas, para brincadeiras, para novas caras... ali só há lugar para companheirismo, palavras ditas nas mais variadas línguas e abraços de despedida... até ao próximo torneiro...
e de repente, volto ali. ao acampamento, a ouvir a canção... o som da guitarra, as palavras murmuradas e sinto que, sem dar por isso, esboço um sorriso... há coisas que a vida não nos consegue tirar... e isso só podem mesmo ser os bons momentos!!!
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